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Bruno Goulart · Engenheiro de Segurança do Trabalho · 18/09/2026

Por que entregar o mesmo protetor auditivo para todos é um erro?

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No dia a dia do chão de fábrica, o ruído contínuo é um dos riscos mais difíceis de controlar. Já vi muitos trabalhadores perdendo a audição aos poucos simplesmente porque usavam um abafador ou plug inadequado para a sua rotina.

Cada EPI tem um CA (Certificado de Aprovação) específico, que comprova os testes de laboratório e indica o nível de atenuação de ruído (NRR). Tratar setores diferentes com o mesmo protetor é um erro grave, já que a exposição ao som varia de uma máquina para outra.

O erro de padronizar o mesmo plug para todos

Na correria da compra de insumos, o caminho mais fácil costuma ser pedir milhares de unidades do mesmo plug de silicone e distribuí‑las na empresa inteira. Essa padronização ignora que a pressão sonora da caldeiraria é diferente da usinagem, além de desconsiderar o tamanho do canal auditivo de cada pessoa. O resultado pode ser um protetor que machuca o ouvido ou que deixa passar ruído, fazendo o funcionário retirar o EPI escondido. Para consultar o CA adequado para cada risco sem perder tempo, vale a pena fazer um acesso grátis na nossa base de dados.

Como acertar na escolha do protetor auditivo

Na prática de campo, a seleção do protetor exige analisar alguns pontos essenciais:

  • Nível de atenuação exigido (NRR) conforme o laudo de ruído do setor.
  • Adaptação ao trabalhador: plug de espuma moldável, silicone flangeado ou abafador tipo concha.
  • Compatibilidade com outros EPIs, como capacetes e óculos de segurança.
  • Condições do ambiente de trabalho, como presença de poeira e necessidade de higienização das mãos.

O procedimento correto exige identificar o nível de exposição em decibéis, verificar o CA válido do equipamento, testar a vedação no ouvido do colaborador e treinar a equipe sobre a colocação correta, respeitando os requisitos da NR‑06.

Quando entregamos o protetor adequado para cada realidade, as queixas de desconforto desaparecem e a vedação funciona de fato. Isso evita autuações fiscais, previne doenças ocupacionais e garante a integridade física da equipe.

Bruno Goulart
Engenheiro de Segurança do Trabalho · SST na Prática
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